Igreja de Campo de Ourique, Lisboa
Contribuições
sexta-feira, 30 de março de 2007
O tratado de Alcanizes ou Alcañices foi assinado entre os soberanos de Leão e Castela, Fernando IV (1295-1312), e de Portugal, D. Dinis (1279-1325), a 12 de Setembro de 1297, na povoação espanhola de Alcanizes (em língua castelhana Alcañices).
Por ele, se restabelecia a paz fixando-se os limites fronteiriços entre os dois reinos, em fins do século XIII. Em troca dos domínios de Arouche e de Aracena, passavam para a posse definitiva de D. Dinis de Portugal as chamadas terras de Riba-Côa, que compreendiam as seguintes povoações e respectivos castelos: Almeida, Alfaiates, Castelo Bom, Castelo Melhor, Castelo Rodrigo, Monforte, Sabugal, Vilar Maior.
Adicionalmente, em troca de direitos portugueses nos domínios de Ayamonte, Esparregal, Ferreira e Valença, D. Dinis recebia: Campo Maior, Olivença (hoje na posse da Espanha), Ouguela, San Felices de los Gallegos (hoje na posse da Espanha).
Considerado por alguns historiadores como um dos mais importantes documentos da história portuguesa, o Tratado de Alcanizes foi assinado entre D. Diniz (Portugal) e D. Fernando IV (Castela), em 12 de Setembro de 1297, na povoação fronteiriça espanhola de Alcañices (perto de Miranda do Douro). Por este tratado ficaram definidos os limites definitivos do território português, estabelecendo também os casamentos de D. Fernando IV com D. Constança, filha de D. Diniz, e do futuro rei D. Afonso IV com a irmã do rei castelhano, Beatriz.
Curiosamente, no fim do texto é referida a data do documento, indicando-se a "(...) Era de mil trezentos trinta e cinco annos." e não o ano de 1297. Tal sucede porque, aquando da assinatura do tratado, vigorava ainda a Era de César, baseada no calendário juliano que iniciara a contagem dos anos em 1 de Janeiro do ano 38 a.C. Este sistema de datação vigoraria em Portugal até 1422, ano em que por Carta Régia de 22 de Agosto, viria a ser substituído pela Era de Cristo, cuja contagem se iniciava no ano 1 do Nascimento de Cristo.
Por ele, se restabelecia a paz fixando-se os limites fronteiriços entre os dois reinos, em fins do século XIII. Em troca dos domínios de Arouche e de Aracena, passavam para a posse definitiva de D. Dinis de Portugal as chamadas terras de Riba-Côa, que compreendiam as seguintes povoações e respectivos castelos: Almeida, Alfaiates, Castelo Bom, Castelo Melhor, Castelo Rodrigo, Monforte, Sabugal, Vilar Maior.
Adicionalmente, em troca de direitos portugueses nos domínios de Ayamonte, Esparregal, Ferreira e Valença, D. Dinis recebia: Campo Maior, Olivença (hoje na posse da Espanha), Ouguela, San Felices de los Gallegos (hoje na posse da Espanha).
Considerado por alguns historiadores como um dos mais importantes documentos da história portuguesa, o Tratado de Alcanizes foi assinado entre D. Diniz (Portugal) e D. Fernando IV (Castela), em 12 de Setembro de 1297, na povoação fronteiriça espanhola de Alcañices (perto de Miranda do Douro). Por este tratado ficaram definidos os limites definitivos do território português, estabelecendo também os casamentos de D. Fernando IV com D. Constança, filha de D. Diniz, e do futuro rei D. Afonso IV com a irmã do rei castelhano, Beatriz.
Curiosamente, no fim do texto é referida a data do documento, indicando-se a "(...) Era de mil trezentos trinta e cinco annos." e não o ano de 1297. Tal sucede porque, aquando da assinatura do tratado, vigorava ainda a Era de César, baseada no calendário juliano que iniciara a contagem dos anos em 1 de Janeiro do ano 38 a.C. Este sistema de datação vigoraria em Portugal até 1422, ano em que por Carta Régia de 22 de Agosto, viria a ser substituído pela Era de Cristo, cuja contagem se iniciava no ano 1 do Nascimento de Cristo.
quarta-feira, 28 de março de 2007
domingo, 25 de março de 2007
ESPANHA - Tordesillas - Varandas da "Casa do Tratado"
O Tratado de Tordesilhas foi um tratado assinado entre Portugal e Castela em 1494, destinado a resolver as rivalidades entre os dois Estados Ibéricos pela posse das terras descobertas por Cristóvão Colombo em 1492. Segundo este tratado, o mundo ficava dividido por um meridiano de pólo a pólo, situado 370 léguas a Oeste de Cabo Verde; as terras já descobertas ou que viessem a ser descobertas localizadas a Ocidente desse meridiano pertenceriam a Castela e as localizadas a Oriente pertenceriam a Portugal. Era assim instituído o princípio do "mare clausum".
À zona portuguesa iria caber o imenso território do Brasil, que constituía a maior parte do Continente Sul – Americano, e deste modo, assegurar a posse e o domínio de todo o Atlântico Sul, e consequentemente, deixava aberto o caminho marítimo para a Índia.
Quatro anos mais tarde, Vasco da Gama chegará à Índia por mar e, em 1500, Pedro Álvares Cabral descobria o Brasil, nesse mesmo ano, Gaspar Corte – Real reproduz a viagem de Pedro Barcelos e João Fernandes Labrador à Terra Nova e Canadá (Terra do Labrador).
Pode-se dizer que depois do Tratado de Tordesilhas, no espaço de 40 anos desapareceram séculos de inconstância nos conhecimentos geográficos, os ensinamentos teóricos da nossa geografia, difundiram-se pelo Universo e os povos entraram em contacto entre si.
Ver aqui: http://www2.crb.ucp.pt/historia/abcedário/tordesilhas/A%20B%20C%20da%20Expansão%20Portuguesa.htm
À zona portuguesa iria caber o imenso território do Brasil, que constituía a maior parte do Continente Sul – Americano, e deste modo, assegurar a posse e o domínio de todo o Atlântico Sul, e consequentemente, deixava aberto o caminho marítimo para a Índia.
Quatro anos mais tarde, Vasco da Gama chegará à Índia por mar e, em 1500, Pedro Álvares Cabral descobria o Brasil, nesse mesmo ano, Gaspar Corte – Real reproduz a viagem de Pedro Barcelos e João Fernandes Labrador à Terra Nova e Canadá (Terra do Labrador).
Pode-se dizer que depois do Tratado de Tordesilhas, no espaço de 40 anos desapareceram séculos de inconstância nos conhecimentos geográficos, os ensinamentos teóricos da nossa geografia, difundiram-se pelo Universo e os povos entraram em contacto entre si.
Ver aqui: http://www2.crb.ucp.pt/historia/abcedário/tordesilhas/A%20B%20C%20da%20Expansão%20Portuguesa.htm
sábado, 24 de março de 2007
quinta-feira, 22 de março de 2007
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LISBOA - Rua dos Lusíadas (a Alcântara)
portão principal da Escola Fonseca Benevides
ver informações aqui: http://www.esec-fonseca-benevides.rcts.pt/index.html
segunda-feira, 19 de março de 2007
domingo, 18 de março de 2007
sábado, 17 de março de 2007
segunda-feira, 12 de março de 2007
domingo, 11 de março de 2007
sábado, 10 de março de 2007
sexta-feira, 9 de março de 2007
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LISBOA - Av. António Augusto de Aguiar
porta metálica com "entalado"
Sempre que puder vou publicar aqui umas fotos dos "Entalados" de Lisboa.
Sobre "Entalados" recolhi a informação abaixo no Blog:
http://amnesia.weblog.com.p
Nos anos 30 um decreto municipal obrigava os construtores de edifícios novos em Lisboa a investir X % do valor total de construção numa obra de arte que fizesse parte integrante do imóvel. Era ideia da Câmara Municipal que os arquitectos trabalhassem conjuntamente com os artistas com vista a integrar a dita obra de arte no projecto arquitectónico. Esta medida não foi bem aceite por parte dos arquitectos que a tomavam como uma ingerência no seu trabalho, e por parte dos construtores também não, visto ser um agravo ao preço final do edifício.
Um dos grandes opositores desta medida foi o arquitecto Francisco Keil do Amaral (arquitecto responsável pelos projectos do Parque de Monsanto, Parque Eduardo VII e Aeroporto de Lisboa) que depreciativamente chamou as esculturas “entalados”. O nome “entalados” surge por os trabalhos estarem normalmente inseridas numa estreita faixa horizontal entre a porta principal dos edifícios e as varandas do 1º andar. Os escultores escolhidos (embora haja muitas excepções), eram artistas recém saídos das Belas Artes que, embora sem grandes rasgos criativos ou grande qualidade plástica, faziam o seu trabalho por muito pouco dinheiro.
O decreto municipal continua ainda em vigor mas não é infelizmente aplicado.
Nos anos 30 um decreto municipal obrigava os construtores de edifícios novos em Lisboa a investir X % do valor total de construção numa obra de arte que fizesse parte integrante do imóvel. Era ideia da Câmara Municipal que os arquitectos trabalhassem conjuntamente com os artistas com vista a integrar a dita obra de arte no projecto arquitectónico. Esta medida não foi bem aceite por parte dos arquitectos que a tomavam como uma ingerência no seu trabalho, e por parte dos construtores também não, visto ser um agravo ao preço final do edifício.
Um dos grandes opositores desta medida foi o arquitecto Francisco Keil do Amaral (arquitecto responsável pelos projectos do Parque de Monsanto, Parque Eduardo VII e Aeroporto de Lisboa) que depreciativamente chamou as esculturas “entalados”. O nome “entalados” surge por os trabalhos estarem normalmente inseridas numa estreita faixa horizontal entre a porta principal dos edifícios e as varandas do 1º andar. Os escultores escolhidos (embora haja muitas excepções), eram artistas recém saídos das Belas Artes que, embora sem grandes rasgos criativos ou grande qualidade plástica, faziam o seu trabalho por muito pouco dinheiro.
O decreto municipal continua ainda em vigor mas não é infelizmente aplicado.
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Quem tiver informação sobre esta matéria é convidado a publicá-la aqui (abruxo).
quinta-feira, 8 de março de 2007
terça-feira, 6 de março de 2007
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LISBOA - Pavilhão Carlos Lopes - porta de acesso às bancadas
Apesar do seu simbolismo e dos interessantes painéis de azulejo que possui, este edifício está abandonado à sua sorte há largos anos.
Alguns dos painéis já estão incompletos.
A actual vereação camarária previa no seu programa de acção a recuperação deste imóvel.
Onde já vão essas promessas?
domingo, 4 de março de 2007
JANELA DO CAPÍTULO (Convento de Cristo)
A Janela do Capítulo em Tomar é o representante máximo da arte manuelina em Portugal, na qual se encontram diversos motivos relacionados com os Descobrimentos e com a Historia de Portugal.
Na decoração da Janela incluem-se motivos que demonstram o contacto ultramarino, elementos vegetalistas, elementos alusivos ao mar, onde predomina um forte sentido épico.
A Janela e toda a sua composição assentam sobre uma figura barbada, esculpida rudemente na pedra.
sexta-feira, 2 de março de 2007
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